Juscelino Kubitschek, idealizador da nova Capital, tirou do papel o projeto de uma cidade inspirada em sonhos e intuições. Para homenagear este homem prodígio foi inaugurado, em 1981, o Memorial JK, que além de fotos, medalhas e artigos pessoais de Juscelino, guarda seus restos mortais depositados na "Câmara Mortuária do Salão Circular", um ambiente sombrio e mágico. Logo na entrada, um pedestal de 28 metros de altura com a estátua do presidente sauda os visitantes.
Construída para ser o símbolo da transição política e social pela qual o país atravessava durante os anos 50, Brasília foi um dos objetivos de Juscelino Kubitschek que queria um Brasil desenvolvido e industrializado.
O ex-presidente planejou uma cidade dentro dos moldes e finalidades de Aton, no Egito Antigo, erguida há 3.580 anos por Aknaton. Aton representou a transição religiosa do País, uma verdadeira fonte de inspiração para Juscelino, que, em vida, não escondia sua admiração pelo egípcio: "Hoje, tanto tempo decorrido, pergunto-me, às vezes, se essa admiração por Aknaton, surgida na mocidade, não constituiu a chama, distante e de certo modo romântica, que acendeu e alimentou meu ideal, realizado na maturidade de construir, no Planalto Central, Brasília- a Nova Capital do Brasil".
As coincidências não param por aí. Aknaton e Juscelino não só tiveram os mesmos ideais como compartilharam uma maneira trágica de morrer 16 anos após a inauguração de suas respectivas cidades.